Se tomarmos como base a vida, o testemunho e a fé de Daniel veremos que ele não se envolvia em nada que o fizesse pecar. Este jovem foi escolhido pelo rei Nabucodonozor, entre outros jovens, para aprender os costumes caldeus e se tornar um auxiliar em seu reinado. A atitude de Daniel, como é mostrada no capítulo 1:8: “Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.” revela o caráter e a dedicação que este jovem tinha com a palavra de Deus. Obviamente este não era um homem santo, mas vivia em processo de santificação e buscava sempre agradar ao Senhor com suas atitudes.
A sua fidelidade agradava a Deus e sua vida era guiada e protegida pela misericórdia do Senhor. No momento em que se indispôs a comer os manjares oferecidos pelo rei, ele renunciava a natureza pecaminosa daquele povo e reafirmava o seu compromisso e sua fé. Ele procurava se limpar, ou melhor, não se “sujar”, pois vivia uma vida separada e dedicada.
Com o passar do tempo, reis passavam e eram sucedidos por outros, mas a fé de Daniel não passava, pelo contrário, se fortalecia a cada dia. Como o servo de Deus era ricamente abençoado, ira e inveja sobrevieram sobre seus adversários. Estes buscavam de qualquer maneira, fazer com que o rei encontrasse culpa sobre a vida do jovem Daniel. Pediram ao rei que criasse uma lei que dizia que qualquer um que adorasse a outro Deus ou outro homem, senão o rei, fosse lançado na cova dos leões.
Veja o que diz no capítulo 6:5: “ Pelo que estes homens disseram: Nunca encontraremos ocasião alguma contra este Daniel, a menos que a procuremos no que diz respeito a lei do seu Deus.” Este provavelmente foi o maior erro dos adversários de Daniel. Por nenhum momento o servo do Senhor exitou em adorar e prestar culto a Deus. Ele renunciava mais uma vez aos mandados do rei, pois em seu caminho de santidade, seu alvo era estabelecido e não havia contratempos ou distrações que pudessem fazê-lo perder o “foco”.
Ele experimentava dia após dia a fidelidade do seu Deus, não teve dúvidas no seu coração que seria protegido pelo Rei dos reis. Sendo assim foi lançado na cova sem reclamar ou temer, no seu coração ele sabia que não entraria sozinho, junto dele um anjo do Senhor o acompanhava. Já sabemos o final dessa história. Leões tiveram suas bocas fechadas, seus instintos foram todos reprimidos, pois na madrugada em que Daniel passou ao lado daqueles animais, o único som que se ouvia era o rugido do Leão da tribo de Judá, e assim Daniel foi fiel e recompensado por sua fidelidade.
Caminhar para a santidade significa estabelecer um alvo, uma meta, sem olhar para os lados e negando o que o mundo tem a oferecer, abrir mão de tudo que nos afasta da presença e da glória do nosso Deus. Recusar os manjares que o mundo nos oferece significa garantir um lugar na mesa com o Senhor, onde um banquete está preparado para cada um de nós.
por: Ricardinho...
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